Se reeducar para agir de forma melhor, estabelecer hábitos saudáveis, tomar as medicações da forma correta, mas a parte mais complicado e que ninguém fala são as pessoas que se envolvem nesse processo.
Quando se trata de um border, muitos vão desejar, mas ninguém quer um pra chamar de seu.
Eles são aquelas pessoas que foram treinados pra te agradar e sabem exatamente como fazer pra você se sentir a pessoa mais especial do mundo. Ele vai te elogiar, vai te engrandecer, vai te apoiar e cuidar de ti. Mas ninguém tá preparado pra cuidar dele quando ele perde o controle emocional e fica agressivo como um mecanismo de defesa pessoal.
Eles vão aprender tudo sobre você, te observar em cada detalhe, saber de meio mundo de coisas que você gosta. Mas ninguém tá preparado pra lidar com a chantagem emocional de um quando ele não consegue o que quer e se sente desamparado, odiado, esquecido.
Ele vai te fazer viver intensamente, passar por aventuras, situações inusitadas e de muita risada. Mas ninguém quer a intensidade dele no seu momento de mais profunda tristeza, onde os pensamentos de viver grandes emoções dão espaço para a finitude da vida.
Ele soa presunçoso nos momentos de boa auto estima. Mas se torna insuportável quando ela tá em baixa, capaz de se dar os piores títulos possíveis e falar coisas absurdas pela sua distorção de auto imagem.
Parecem muito doces, mas podem ser profundamente cruéis e a literatura médica os rótula por instáveis em quase tudo, inclusive e principalmente nas relações.
Podem ser pessoas maravilhosas e completamente entregues nas relações. Mas a verdade é que ninguém quer um border pra chamar de seu. É duro. É pesado. É triste.
É difícil ter medo de ser abandonado e a maioria deles optam pelo ímpeto de abandonar primeiro. Mas na real, quando são pessoas reais, o abandono é inevitável.
A quem recorrer? Por quem ser acolhido? Profissionais? Terapeutas? E quanto às outras relações interpessoais?
Procura-se respostas.