quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sobre os devaneios da madrugada...

Entre as frases "Sonhar com os filhos" e "Sonhar nos filhos" há um abismo muito maior do que somente a diferença de algumas palavras.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Viver

Ainda que deem, por isso, a minha loucura,
vivo, vivi e viverei de Amor.
Pode Amor não encher barriga,
mas certamente enche meu coração.

Que amar eu possa dar
sem medir ou cobrar.
Que o Amor eu possa amar
Sem, um dia, findar.

Se somente me restar a fazer
uma só coisa na vida: que seja amar.
E se hei de possuir somente
uma coisa na vida: que seja o Amor.

Sem Amor, minha vida não é.
Sem amar, minha vida, não há.
Pois se vivo de Amor,
De Amor a vida será.

Um dia haverei então de partir
E amar para além dessa vida,
porém se um dia, hei de morrer:
que seja de amor, que seja por Amor.


Inspirado no poema "Viver de Amor", de Santa Teresinha de Lisieux, ou carinhosamente conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus :)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Porque estou abandonando a arquitetura

          Sabemos que nem sempre precisamos dar satisfação da nossa vida para os outros, ainda mais quando eles não pagam as suas contas. Mas eu resolvi escrever esse texto em atenção à curiosidade de todos que me acompanharam nessa rotina (empreiteira) e em respeito a todos os meus amigos, mesmo os mais distantes, afinal, de qualquer forma todos um dia vão saber disso mesmo, então seria apenas uma questão de tempo. Resolvi escrever também como uma forma de libertação da minha alma, que há tantos dias vem tendo preocupações por conta disso e tem me feito dormir mal. Escrevo também para outros que não me conhecem, mas que poderão talvez encontrar alguma luz em minhas palavras, ou alguma ajuda. Portanto vou iniciar contando um pouco da história (ao estilo conto de fadas mesmo) para que todos possam compreender, talvez de forma minuciosa...

          "Era uma vez uma garotinha chamada 'De Uma Alma Para O Mundo'(entenda como um pseudônimo), pequena, introspectiva, porém, cheia de sonhos desde sua tenra idade. Dentre os sonhos, a clássica frase 'quando eu crescer eu quero ser...', que na infância sempre cabem muitas opções. Um dos principais complementos dessa frase, e que ela certamente se recorda foi de que um dia seria artista plástica, ideia fruto de um tímido dom de desenhar, despertado desde cedo. Os anos foram se passando e esse sonho mudou para design de moda - isso no auge de sua pré-adolescência - por conta do seu gosto de desenhar manequins e inventar roupas. A garota foi sonhando tão alto, tão alto... Mas logo a vida - mais conhecida como "a realidade" - trouxe seus pés de volta ao chão. Trouxe talvez de forma amarga, apagando-lhe a esperança de acreditar na sua própria capacidade, ou até mesmo matando seus sonhos. Não se sabe ao certo o que exatamente a fez desistir de seus sonhos. Os pais dela nunca tiveram as melhores condições do mundo - daquelas que sobram bastante dinheiro no final do mês - mas eles sempre batalharam para dar o melhor que podiam para a família e nunca lhes deixou faltar nada, mesmo em meio a tantas dificuldades.
          Certo tempo depois, já em seu Ensino Médio, momento em que os jovens já começam a se preocupar mais intensamente na escolha que irão fazer (carreira a seguir), ela começou a se questionar o que ela poderia fazer. Nesse período, ela notou que tinha um certo apresso - até um ímã - por ajudar seus amigos em questões psíquicas, dar conselhos ou simplesmente só ouvir e decidiu que queria fazer psicologia.
          A reta final chegou - terceiro ano - e a escolha precisava ser feita e para faculdade pública ela tinha duas chances: ENEM e o vestibular tradicional. Porém, no vestibular tradicional não havia o curso que ela desejava, resolveu tentar mesmo assim, mas para algum da instituição. Porém tinha muitas dúvidas a esse respeito, até que finalmente decidiu que seria arquitetura (apesar dela não sabe praticamente nada do que se tratava). Os testes passaram e o primeiro resultado veio: não deu (ENEM). No entanto, para a primeira alegria, passou na primeira etapa do tradicional. Fez a segunda e para a sua surpresa: positivo! Ela não conseguia acreditar, pois não havia estudado tanto quanto necessário. Enquanto isso, a fagulha de sonho com a psicologia que havia despertado ia sendo deixada de lado, na espera... Mas resolveu encarar, se a oportunidade veio, ela não queria deixar passar.
          Logo ela começou e no primeiro período tudo foi encantos, tudo era novo e fascinante e ela foi vivendo aquilo de forma natural e paciente. Os primeiros desafios foram aparecendo e ela seguia em frente. Mas o tempo foi passando e ela não conseguia se encaixar, por mais que algumas coisas na arquitetura lhe trouxesse admiração, ela não se via naquela história, tinha uma necessidade imensa de se encontrar, talvez fosse cedo pra isso então ela esperava... E esperava... Até que dois anos se passaram e ela acompanhava o progresso de seus colegas de turma e se via muito distante deles, meio perdida, e aquilo ia se tornando cansativo, cansativo... Que seus dias foram se tornando tristes, sem cores... Até que um dia ela resolveu parar de se enganar e enganar aos outros. Decidiu abandonar. Mas precisava fazer o quanto antes. E fez..."

Porque afinal, o que é alguém que não tem sonhos, que não luta por eles? A vida fica sem brilho, sem graça nenhuma, sem forças... "Desistir" nesse momento, deixou de ser uma escolha para ser uma libertação, a tão esperada "carta de alforria".
E agora? Agora é correr atrás e batalhar. As dificuldades vão existir, mas "que importa o mal que te atormenta, se o sonho te contenta e pode se realizar" (trecho da música da Cinderela).

"Não deixe de sonhar, basta enfim acreditar" - Fátima Souza