domingo, 29 de março de 2020

Eu precisava escrever

         Eu precisava escrever. E tenho escrito bastante se comparado aos anos anteriores, pelo menos aqui no blog. Faziam muitos anos que eu não tinha o hábito de escrever constantemente e tem sido sobretudo, terapêutico para mim. Dessa vez, talvez sem lição alguma... Quero apenas compartilhar mais um de meus conflitos internos e quem sabe, encontrar mais pessoas da minha tribo (risos) e me sentir menos sozinha.
         Não, eu não sou solitária. Eu não vivo só. Tenho família, um namorado e amigos que me querem muito bem e sei que fisicamente eu jamais estarei só. Mas eu vim aqui para falar da solidão oculta. Da busca infinita pela sanidade inexistente. Do medo absurdo pela rejeição. Do ímpeto constante por querer ser agradável para não ser abandonada. E de como é assustador viver isso todos os dias. A pior parte nem são os medos, mas a incongruência deles diante do que eu vivo. Saber que todos eles são irracionais, que muitas vezes não fazem sentido, mas que simplesmente se alojaram na minha carcaça e eu preciso dar um jeito nisso. Não tem antídoto. Não tem a pílula da solução, Ainda não inventaram.
         Mas em resumo, eu estou vivendo na pele o drama que todas as pessoas com algum transtorno de personalidade passam: ter que fugir muitas vezes daquilo que você é TODOS OS DIAS, pelo seu bem e pelo bem dos seus.
No final das contas, a minha vida não diferente da de todo mundo.

TODO MUNDO TEM CONFLITOS. NINGUÉM É ESPECIAL.

Talvez essa seja a sentença que preciso ruminar todos os dias. E se você é mais um fudido por conta de um transtorno de personalidade: é nós!

Não tem segredo, as soluções são aparentemente simples e a filosofia tá aí para nos ajudar, mas na hora de colocar a mão na massa... ah hahaha aí o bicho pega, não é, meu primo?

Eu falei, não tinha lição haha e se você leu até o final. Parabéns e obrigada!
E se você faz parte da minha tribo: um salve! Estou aqui te mandando toda positividade e toda a força do meu ki para suportarmos essa grande merda que é sermos como somos boa parte do tempo. E parabéns por suportar. Abraço!

terça-feira, 17 de março de 2020

De 2018 para a eternidade

Esse não é mais um daqueles textos chatos ou motivacionais, pelo menos não intencionalmente, sinta-se livre para interpretá-lo como quiser, a visão é sua.

Limbo:

"é um substantivo masculino com origem no latim limbus e que significa margembeirabordaorla." fonte:<https://www.significados.com.br/limbo/>

De forma figurada: para onde as coisas esquecidas vão.

Limbo lembra sarjeta, espaço que não é calçada nem rua, esta ali no meio, onde passam as águas da chuva, bem como os dejetos que ela traz.

Essas palavras hoje estão bem presentes da vida de muitas pessoas. Agora nesse momento, você sente que elas fazem parte de você? Você se sente um pouco delas/nelas? Então vamos aqui levar uma prosa...

Existe várias formas de estar no(a) limbo/sarjeta: você não é gordo nem magro, não é rico nem pobre, não agrega nem subtrai, não atrai e nem afasta. Não é nem um nem outro e tá ali na beira. Você se sente perdido, sem rumo, sem gosto, sem sal... Enquanto escrevo é exatamente assim que tô me sentindo. E se você que está lendo compartilha desse sentimento eu tô aqui pra te lembrar: você não está sozinho(a).

A vida possui muitos momentos: alegria, tristeza, raiva, angustia e vários outros sentimentos virão junto com eles. E cada sentimento precisa ser sentido, mas eu venho aqui te lembrar mais uma vez: eles não vão durar pra sempre.

O que vai fazer diferença na sua vida é o que você vai decidir fazer com cada um desses sentimentos. Não existe fórmula, nem receita, nem manual - a decisão é totalmente sua. Parece assustador e ao mesmo tempo cômico porque não parecem coisas que estão no seu controle.

Mas a propósito, só o que eu quero dizer com tudo isso é que se você pensou ou pensa nisso e tem esses medos... Você não é a única maluca... Ou o único maluco.

Só isso mesmo haha

quarta-feira, 4 de março de 2020

Para todas as mulheres que já machuquei

Contando devaneios durante minha ausência de sono. Não sei se os devaneios me roubam o sono ou se a falta de sono me presenteia-os. Dentre eles, os erros todos que cometo todos os dias, recaem sobre mim a cada instante, como um fardo tão pensado e tragedioso quanto o fim do Titanic.
 No meio disso tudo, uma figura feminina permeia minha cabeça e perpassa o meu ser, como uma espada que atravessa minha alma. Ah... Que moça. Seus cabelos compridos e brilhantes como o sol, seus lábios grandes e carnudos, seu corpo esculpido pelos deuses.
 Sem antes me dar conta, hoje ocupo o seu lugar. Sinto-me fora do encaixe e ao observar sua aparência física, me dou conta de que vai muito mais além disso. Será que ocupou o lugar com a maestria que deveria? Ou será que houve perversidade tamanha de não reconhecer o seu esforço diário?; o seu cuidado; o seu amor; a sua preocupação; será que suas inseguranças foram meros frutos de seus monstros interiores? Ou será que esses monstro foram engolidos pequenos e vivos e foram crescendo sem que ela desse conta?
 Oh... Mulier pauperem. Como eu gostaria de pedir perdão por todo mal que eu possa ter lhe causado, por ter lhe tirado a paz, lhe arrancado lágrimas, mesmo sem me importar a princípio... Perdão, mulher, por não te reconhecer minha irmã, parceira de tantos sofrimentos homônimos...
 Reconheço em ti, tua grandeza, tua beleza, o valor da tua existência, sobretudo para si mesma e o quanto tu resististes até aqui. Reconheço tua fragilidade também e me compadeço tal qual minha dor, apesar de não poder senti-la em plenitude.

 Fica bem, mulher. Onde quer que tu esteja. Continue. Suba. Cresça. Seja e jamais tema. Eu acredito em ti e se tu também crê, adiante! Deus abençoe tua vida. Amém.